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Ação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral aponta possíveis irregularidades envolvendo recursos milionários destinados ao filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio nega as acusações.
A apenas dois dias do segundo turno das eleições presidenciais, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou, na sexta-feira (23), uma ação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando a cassação da chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
O pedido está relacionado às investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse, produção cinematográfica que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com a coligação de Lula, existem suspeitas de que recursos financeiros destinados à produção do longa-metragem possam ter sido utilizados, direta ou indiretamente, para beneficiar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
Movimentações milionárias estão sob suspeita
A ação menciona operações financeiras envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, e transferências internacionais destinadas a um fundo de investimentos sediado nos Estados Unidos.
Segundo os argumentos apresentados pela campanha petista, sete transferências financeiras teriam movimentado aproximadamente 12,3 milhões de dólares, valor equivalente a cerca de 69 milhões de reais.
A coligação questiona a origem e a destinação dos recursos e solicita que a Justiça Eleitoral investigue a possibilidade de financiamento irregular de campanha e abuso de poder econômico.
O documento também menciona suspeitas de conexões financeiras entre empresas envolvidas nas operações e estruturas investigadas por possível lavagem de dinheiro relacionada ao crime organizado.
Essas informações fazem parte das alegações apresentadas à Justiça e não representam comprovação de participação dos candidatos em atividades criminosas.
Campanha pede inelegibilidade por oito anos
Além da cassação do registro ou diploma da chapa formada por Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, a campanha de Lula solicita a declaração de inelegibilidade de Flávio e de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, pelo período de oito anos.
A ação também pede compartilhamento de informações da Polícia Federal e do Ministério Público, investigação de transferências internacionais e quebra de sigilos bancários e fiscais de envolvidos nas movimentações financeiras.
Flávio Bolsonaro nega acusações
Flávio Bolsonaro nega as acusações relacionadas ao suposto uso de recursos do filme em sua campanha eleitoral.
O pedido apresentado pela coligação adversária não significa que a candidatura tenha sido cassada. Caberá à Justiça Eleitoral analisar os argumentos, examinar as provas e garantir o direito de defesa dos envolvidos.
A iniciativa ocorre às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo, 25 de outubro, quando os brasileiros voltarão às urnas para escolher o presidente da República.
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