No caso do Ameerega trivittata, o veneno é considerado “moderado” e serve para espantar predadores, causando mal para pequenos animais. Em humanos, o contato nas mucosas, ou em cortes da pele, com esse sapo pode acarretar em uma irritação. De toda forma, nunca é indicado tocar em animais selvagens, e pouco sabemos sobre os efeitos dos venenos no nosso organismo.
A espécie é exclusiva da floresta amazônica, tem hábitos diurnos e os machos, em geral territorialistas, vocalizam para atrair as fêmeas. O amplexo (abraço reprodutivo) e consequentemente a reprodução ocorre em pequenas poças, ocos de árvores ou castanhas abertas, onde a fêmea deposita os ovos, que são simultaneamente fertilizados pelo macho, e vai embora.
“O macho fica ali tomando conta até os ovos eclodirem. Assim que os ovos eclodem, os girinos escalam para as costas do papai que leva os filhotes para um local com mais água para eles finalizarem o desenvolvimento em segurança”, esclarece Santana.
Sapo-flecha é o nome popular dado para anfíbios da família Dendrobatidae. “É uma família de sapos que ocorrem na América Central e do Sul, muito diversificada na Amazônia, que são bastante coloridos. Apesar da maioria viver na Amazônia, eles ocorrem também em outras ecorregiões como no Cerrado, Chiquitanias e no Chocó”, esclarece Santana.
O pesquisador conta que o motivo do nome é porque algumas etnias indígenas utilizam o veneno desses sapos nas pontas de dardos para caçar. “Apesar deles usarem dardos em zarabatanas, o nome que pegou em português foi sapo-flecha”, finaliza.
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