Um homem de 38 anos foi formalmente acusado de causar um incêndio criminoso que resultou na morte de quatro pessoas em Flushing, no bairro do Queens, em Nova York (EUA). O homem teria agido, de acordo com promotores do caso, por vingança e “fúria” após ter sido demitido. A decisão saiu na última semana.
Entre os mortos no incêndio causado pelo homem, identificado como Roman Amatitla, está uma criança de 3 anos, informou o NY Post. O prédio foi escolhido pelo acusado de maneira aleatória, segundo investigações.
De acordo com a Promotoria do Queens, o principal suspeito teria comprado bebida alcoólica, conseguido fósforos em um posto de combustível e ateado fogo no hall de entrada do prédio, no primeiro andar. Ainda segundo a acusação, ele teria permanecido do lado de fora, observando o avanço das chamas e o desespero dos moradores que tentavam escapar. As informações constam na denúncia apresentada em audiência de custódia e em registros de vigilância obtidos pelos investigadores.
Neste caso, as autoridades relatam que o suspeito teria escolhido o prédio em Flushing justamente por não conhecer ninguém que morava ali, o que reforça, para os investigadores, a tese de um ato intencional e sem alvo pessoal específico. As vítimas, segundo a polícia, eram moradores comuns, sem qualquer relação prévia com o acusado.
O fogo começou no primeiro piso, em uma área de passagem que funcionava como ponto de acesso para os andares superiores. Conforme relato da Promotoria, após iniciar as chamas com papel e lixo acumulado, o acusado teria se afastado para a esquina, de onde observou pessoas pulando das janelas em tentativa de fuga.
As equipes do Departamento de Bombeiros de Nova York (FDNY) levaram cerca de duas horas para controlar o incêndio, enfrentando densa fumaça e dificuldade de acesso aos apartamentos superiores.
Entre as quatro vítimas fatais do incêndio estavam uma menina de 3 anos, sua mãe e dois moradores idosos, de 61 e 63 anos, segundo a polícia. Outra vítima, de 50 anos, também foi identificada pelas autoridades. Um dos moradores teria morrido após pular de uma janela, sofrendo múltiplas fraturas, de acordo com a Promotoria.
O episódio é tratado pelo Ministério Público local como um dos crimes mais graves registrados recentemente no bairro, tanto pela quantidade de vítimas quanto pela forma como tudo ocorreu.
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