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Jumentos são abandonados e sofrem com abate no Piauí

Estado tem a terceira maior manada da espécie do Brasil.

Jumentos são abandonados e sofrem com abate no Piauí
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A costa do Piauí tem apenas 66 km de extensão, mas é gigante quando o assunto são belezas naturais, vida silvestre e sabores, como mostrou o Globo Reporte desta sexta-feira (24).

Para chegar à Praia do Pontal, é preciso quase “pedir permissão à natureza”, afinal, só é possível avançar conforme o ritmo das marés. Dezenas de jumentos, que foram abandonados e não têm mais contato com os humanos, vivem na planície piauiense e são ariscos e se alguém tentar chegar perto.

A espécie tem origem no norte da África e se adaptou bem ao semiárido nordestino, quando chegou na região, por volta do ano de 1534, trazida pelos portugueses. Mas os tempos mudaram e o abandono desses animais já é uma realidade. O Piauí tem a terceira maior manada de jumentos do Brasil. Para a zootecnista Chiara Albano, nem abandono nem abate são opções para lidar com essa população animal.

“Esses animais estão diminuindo a sua população. Por que às vezes parece que eles estão aumentando? Porque a verdade é que o jumento, principalmente o jumento nordestino, perdeu a função dele no Nordeste. Então, cada vez mais a gente vai ver animais que estão sendo abandonados. Eles estão sendo expulsos das pequenas propriedades onde eles tinham um trabalho de tração de carga, na ajuda no campo, nos afazeres do dia a dia. Buscar água, transporte. E a gente sabe que hoje temos no Brasil, uma cadeia de produção de abate de jumento. E quais são os jumentos que estão sendo abatidos? São os jumentos nordestinos”, diz Chiara Albano, zootecnista da Frente Nacional de Defesa dos Jumentos FNDJ.

Chiara acrescenta que alguns países na Europa já é desenvolveram políticas públicas e municipais para reinserir esses animais na sociedade. “É um dever que temos hoje, moral e ético de tratar bem de cuidar desses animais que durante tanto tempo fizeram o trabalho aqui, foram responsáveis justamente pelo desenvolvimento da nossa região”, afirma.

 

FONTE/CRÉDITOS: g1
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