Uma mulher de 58 anos de Jucás, no Ceará, foi diagnosticada com raiva humana há uma semana após ter sido picada por um sagui dois meses antes. Este é o sétimo caso registrado da doença no estado em 17 anos, e o quinto caso relacionado a saguis. O paciente procurou atendimento pela primeira vez em um hospital municipal local no dia 27 de janeiro, apresentando sintomas como náuseas, dificuldade para engolir e falar e hidrofobia. Ela foi transferida para o Hospital São José, um centro de doenças infecciosas, no dia seguinte.
Questionada, a Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa) não informou o estado de saúde atual do paciente. O caso gerou preocupação, pois houve apenas seis casos de raiva documentados de 2008 a 2024 no Ceará, sendo este o primeiro em 2025. A raiva é transmitida pela saliva de animais infectados e pode ocorrer por meio de mordidas ou arranhões de animais como cães, gatos, saguis, raposas e morcegos. A doença é considerada altamente fatal.
Em resposta ao incidente, um levantamento epidemiológico e esforços para localizar animais silvestres estão sendo realizados em Jucás. A Sesa aconselhou o público a manter uma distância segura dos animais selvagens, que não podem ser vacinados. As pessoas são incentivadas a não alimentar ou acariciar esses animais e a relatar qualquer comportamento estranho às autoridades de saúde.
O governo enfatiza que a raiva humana pode ser prevenida por meio da vacinação adequada. Vacinas e soro antirrábico são vitais para aqueles que entram em contato com animais infectados. No ano passado, o Ceará vacinou com sucesso 2. 5 milhões de animais contra a raiva.
Se alguém for mordido por um animal, deve lavar o ferimento com água e sabão e procurar atendimento médico imediatamente. A vacina antirrábica recomendada envolve quatro doses em duas semanas, e o soro antirrábico é oferecido em casos envolvendo animais selvagens ou vadios ou ferimentos graves.

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