Um crime brutal chocou o país e expõe um caso de violência familiar extrema. Um jovem de apenas 18 anos foi preso suspeito de assassinar o próprio avô, de 66 anos, após viajar mais de 600 quilômetros com o objetivo de cometer o crime e roubar joias de ouro da vítima.
O caso aconteceu na cidade de Ubiratã, no oeste do Paraná. Segundo as investigações, o suspeito saiu de Joinville, em Santa Catarina, acompanhado de um comparsa de 21 anos, já com o plano definido de executar o roubo.
De acordo com a polícia, o crime foi premeditado. O jovem teria contratado o comparsa, prometendo pagar cerca de R$ 4 mil para ajudá-lo na ação criminosa. A vítima foi surpreendida em um bar e morta com vários disparos de arma de fogo, não resistindo aos ferimentos e morrendo ainda no local.
PRISÃO RÁPIDA E CONFISSÃO DO CRIME
Após o assassinato, uma força-tarefa envolvendo as polícias Civil e Militar conseguiu identificar rapidamente os suspeitos. Imagens de câmeras de segurança, além de depoimentos, ajudaram a traçar a rota de fuga da dupla.
Os dois foram interceptados poucas horas depois, na BR-277, no município de Catanduvas. Durante a abordagem, ainda tentaram fugir e se desfazer da arma utilizada no crime, mas acabaram sendo capturados.
Dentro do veículo, os policiais encontraram aproximadamente 184 gramas de ouro, além de celulares, que seriam provenientes do roubo. Após a prisão, os suspeitos confessaram a participação no crime.
CRIME É TRATADO COMO LATROCÍNIO
A polícia enquadrou o caso como latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Os dois suspeitos foram autuados em flagrante, além de responderem também por porte ilegal de arma de fogo.
Eles permanecem presos e à disposição da Justiça.
VIOLÊNCIA QUE CHOCA O PAÍS
O caso chama atenção não apenas pela brutalidade, mas pela relação familiar entre vítima e autor. A frieza no planejamento e execução do crime levanta questionamentos sobre os limites da violência e o envolvimento de jovens em crimes cada vez mais graves.

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