Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
O réu Temóteo foi condenado pelo Tribunal do Júri de Iguatu pelo homicídio qualificado, por motivo torpe e emboscada, do policial militar Nilton Moreira Lima. A pena fixada foi de 21 anos de reclusão. Durante o julgamento, o advogado de defesa, Paulo Quezado manifestou o interesse de apelar da decisão. Além disso, o juiz concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade, estabelecendo medidas cautelares. A família celebra essa etapa vencida, porém afirmou que continuará lutando em memória do policial militar.
O acusado chegou ao Fórum de Iguatu acompanhado de seus advogados por volta das 8 horas da manhã, enfrentando o julgamento que ocorreu 21 anos após o assassinato do policial militar Nilton Moreira Lima. No momento de sua chegada, foi recebido com protestos por parentes da vítima.
No início do julgamento, o réu confessou ter matado o policial militar, alegando legítima defesa. Por outro lado, vítima e acusado teriam discutido horas antes em uma festa próxima ao local do crime.
No entanto, o promotor responsável pela acusação refutou a versão apresentada pelo réu. Durante o julgamento, foram apresentados depoimentos de testemunhas e o laudo cadavérico, que contrariavam a hipótese de legítima defesa.
O crime ocorreu no centro de Iguatu, onde, conforme o processo, o policial estava em uma motocicleta quando foi alvo de uma emboscada. Após disparar três tiros com sua própria arma, o réu pegou o revólver de Nilton e efetuou mais um disparo enquanto a vítima estava de joelhos.
Conforme o advogado assistente de acusação, o crime foi premeditado e a vítima não teve chance de reagir. Portanto, segundo Helmo Meneses, a tese apresentada pelo acusado não se sustentava.
Após seis horas de julgamento, os sete jurados, compreendendo cinco homens e duas mulheres, decidiram pela condenação do réu a 21 anos de reclusão por homicídio qualificado, por motivo torpe e emboscada.