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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) uma ordem executiva que aumenta para 50% as tarifas de importação sobre uma ampla gama de produtos brasileiros. A medida, segundo comunicado oficial da Casa Branca, entrará em vigor no dia 1º de agosto de 2025 e representa uma resposta direta à política interna brasileira, incluindo o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, e à resistência do Brasil em revisar barreiras comerciais.
A nova tarifa é composta por uma taxa-base de 10% já existente e um adicional de 40% decretado nesta quarta, totalizando os 50% que passam a incidir sobre produtos do agronegócio, siderurgia, aviação e tecnologia, setores considerados estratégicos para a balança comercial brasileira.
Em pronunciamento, Trump declarou:
“O Brasil precisa entender que o protecionismo tem consequências. Os Estados Unidos querem um mercado justo e transparente, e estamos dispostos a proteger nossos interesses.”
Reação do governo brasileiro
A medida provocou reações imediatas em Brasília. O Ministério da Economia anunciou que prepara um plano emergencial de apoio financeiro às empresas afetadas pela medida, especialmente exportadoras como a Embraer, cooperativas do agronegócio e companhias de tecnologia. O governo também avalia acionar a chamada Lei da Reciprocidade, sancionada pelo presidente Lula, que permite a adoção de tarifas equivalentes contra países que impõem barreiras ao Brasil.
Apesar disso, o Planalto descarta, por ora, qualquer escalada que possa prejudicar diretamente o consumidor brasileiro, mas reconhece que os impactos sobre a economia nacional devem ser monitorados com atenção.
Analistas políticos e econômicos ouvidos por veículos internacionais apontam que o gesto de Trump possui caráter eleitoral, mas pode gerar tensões diplomáticas duradouras, especialmente com a retomada das exportações brasileiras em setores-chave nos últimos meses.