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Museu alemão se nega a devolver fóssil roubado do Ceará

Publicada em 10/09/21 às 14:29h - 453visualizações

por G1


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O museu onde o fóssil do Ubirajara jubatus está depositado, na Alemanha, se negou a devolver o fóssil originado da Bacia do Araripe, no Sul do Ceará, conforme afirmou a Sociedade Brasileira de Paleontologia (SBP), na última quarta-feira (8). A peça foi contrabandeada do Ceará.

A ida do material para o país europeu foi questionada pela comunidade científica brasileira, que aponta para uma possível exportação ilegal de peças coletadas no Brasil. Em dezembro de 2020, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para investigar a saída do fóssil.

A SBP intermediava as condições de repatriação do terópode tombado com o acrônimo SMKN PAL 29241 junto ao Staatliches Museum für Naturkunde Karlsruhe (SMNK), instituição onde se encontra depositado o espécime. Porém, foi comunicada no dia 1º de setembro, por um representante do museu, que o material não deveria ser devolvido ao Brasil, pois a instituição estava amparada por uma lei alemã.

"...o Dr. Frey nos comunicou a existência de uma lei alemã de 2016 (Kulturgutschutzgesetz) sobre proteção cultural que determina que material adquirido pela Alemanha previamente a 26 de abril de 2007 não está sob a égide das convenções da Unesco. Dessa forma, o espécime SMKN PAL 29241, segundo sua interpretação, é parte legal da coleção científica da instituição, não devendo ser devolvida ao Brasil", relata a SBP em uma postagem nas redes socias.

Para a Sociedade Brasileira de Paleontologia, a ação do museu baseada nessa lei abre precedente para que o restante do material brasileiro depositado de forma ilegal na Alemanha seja interpretado como legal.

"Estamos em tratativas para que a Cretaceous Research continue interpretando o material ilegal e, com isso, mantendo o trabalho suspenso. Também estamos buscando as formas legais para que esse processo de repatriação ocorra", afirma a SBP.

Negociações
Segundo a associação científica, antes de a decisão ser informada, o museu alemão chegou a ensaiar uma negociação para a liberação do fóssil de volta para o Brasil, porém, por conta da pandemia da Covid-19, as conversas foram adiadas.

"É momento para que a comunidade paleontológica não esmoreça e continue a luta pela repatriação não só do espécime SMKN PAL 29241 como também de qualquer material retirado de nosso país de forma escusa, como o Palpimanidae, também do Crato, descrito esse ano pela Journal of Arachnology e que, até esse momento, não se manifestou quanto a ilegalidade do material. Essa luta também deve conter a contestação frequente dos fatos nas redes sociais além da indignação dentro do mundo acadêmico", ressalta a SBP.



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