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🌱 Gestão de Resíduos no Ceará: Do Lixão ao Aterro – Um Compromisso de Todos

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🌱 Gestão de Resíduos no Ceará: Do Lixão ao Aterro – Um Compromisso de Todos
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Todos os dias, ao abrir a porta de casa, você se depara com sacolas, latas e embalagens que não sabem seu destino. Em muitas cidades do Ceará, esse destino ainda é um lixão a céu aberto – um problema grave que afeta solo, água, saúde e dignidade humana.

🛑 A realidade hoje

Em Iguatu, apesar de esforços pontuais, ainda não existe uma política municipal consolidada de resíduos sólidos. Quem vive do lixo – catadores e catadoras – enfrenta perigos diários: contaminação, risco de acidentes e falta de amparo sanitário ou apoio formal.

Ainda existem muitos lixões em operação no estado, apesar de reduções recentes. A Lei Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, já previa que os lixões deveriam ter sido eliminados em nível nacional até 2014 – o atraso reflete falta de urgência política e fragilidade na implementação local.

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Esses lixões são mais que simples depósitos; são fontes de doenças e contaminação, afetando solo, água e, especialmente, os cursos d’água durante as chuvas, quando o chorume escorre livremente.

✅ O que está sendo feito

Há um sopro de esperança: Iguatu e outras cidades formaram recentemente um consórcio regional para gerir resíduos de forma integrada. O planejamento inclui centrais de triagem, ecopontos e coleta seletiva mais eficiente. Um novo aterro sanitário está em fase de aprovação, com capacidade estimada para até 400 toneladas por dia, e incluirá infraestrutura para triagem de recicláveis e produção de biogás.

O projeto prevê ainda a desativação gradual dos lixões a céu aberto, com inclusão estrutural dos catadores nos ecopontos e na gestão formal de resíduos.

🔄 Como cada um pode agir

  1. Reduzir e separar em casa
    – Evite plásticos descartáveis.
    – Separe resíduos secos (papel, vidro, metal) dos úmidos diretamente na fonte.

  2. Aproveitar os ecopontos e reciclar
    – Apoie o consórcio levando materiais recicláveis aos pontos certos.
    – Fortaleça associações de catadores para dar sustentabilidade à cadeia.

  3. Cobrar políticas públicas
    – Informar-se sobre os prazos do consórcio regional.
    – Exigir transparência na execução, fiscalização e ações concretas contra os lixões.

  4. Educar e mobilizar a comunidade
    – Estimular a conscientização em escolas, vizinhanças e grupos locais.
    – Utilizar aplicativos de apoio aos catadores, fortalecendo toda a cadeia.

🔎 O caminho à frente

O consórcio regional e o novo aterro sanitário são avanços reais – mas precisam sair do papel. A expectativa é que recicláveis, compostagem e biogás entrem em cena, mitigando a poluição e criando valor social e econômico.

A mudança, porém, começa em casa. Começa com a decisão firme de separar o lixo, ensinar os filhos e apoiar o catador da sua comunidade. Só assim quebraremos o ciclo de descarte irresponsável que polui rios e compromete vidas.

🌿 Por uma cidade mais limpa, humana e sustentável. Nossa terra agradece.

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