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Um dos maiores nomes do forró, a cantora e compositora Hermelinda Lopes morreu nesse sábado (1º), aos 77 anos, deixando uma herança inestimável para a cultura brasileira, sobretudo para o Rio Grande do Norte.
Entre as conquistas do expressivo legado deixado por ela, está a difusão da tradição forrozeira de Mossoró (RN) para todo o país. Isso porque, com os irmãos Oséas e João Mossoró, ela formou o Trio Mossoró no fim dos anos 1950, abrilhantando festas e chamando mais gente para dançar junto.
Artista premiada, Hermelinda chegou a dividir palco com outros grandes medalhões – a exemplo de Luiz Gonzaga, Rei do Baião. Em 2018, ela foi homenageada pelo evento Mossoró Cidade Junina devido às contribuições à cidade.

Nas redes sociais, amigos e artistas lamentam a partida da cantora. Ex-deputado federal do município, Betinho Rosado declarou: "as notícias da morte das pessoas que nós conhecemos sempre são muito tristes. E se tratando da morte de Hermelinda Lopes, você fica mais triste ainda porque morre um pedaço da cultura".
MENINA DO FORRÓ
Hermelinda ficou conhecida como "A menina do forró". Isso porque, antes de completar quinze anos, já era uma das vozes da expoente geração de forrozeiros que, junto com os irmãos no lendário Trio Mossoró, transformaram a música nordestina a partir dos anos 1950.

Uma das últimas viagens aconteceu aos 75 anos, quando participou do Baião in Lisboa Festival. Na ocasião, relembrou instantes pessoais e refletiu sobre os anos dedicados à música.
''É impressionante como aqui em Portugal as pessoas conhecem as músicas do Trio Mossoró. Músicas gravadas há mais de 40 anos e eles pulam, curtem, e no final ainda me chamam de 'A menina do Trio Mossoró'. É ou não uma glória?'', brincou.