O processo de beatificação do médico, surfista e seminarista Guido Schäffer avançou e ele está mais perto de virar santo. O Vaticano reconheceu suas virtudes heroicas e o tornou venerável neste sábado (20). Natural de Volta Redonda, ele vivia no Rio de Janeiro até 2009, quando um acidente na Praia do Recreio o matou aos 34 anos.
No dia 1º de maio de 2009, Guido saiu para surfar perto do posto 11 da Praia do Recreio, local no qual sempre surfava. Na água, uma prancha solta atingiu sua nuca, o que causou uma contusão que o fez desmaiar e morrer afogado.
Faltavam alguns meses para ele concluir os estudos de teologia no Seminário Arquidiocesano de São José. Em princípio, ninguém acreditou que alguém tão íntimo do mar poderia ter morrido dessa forma.
A ele são atribuídos milagres e curas, o que fez com que uma legião de fiéis passasse a pedir sua canonização. Seus defensores inclusive acreditam que a imagem de um santo carioca, jovem e esportista, pode ajudar a Igreja a se reconectar com o público mais jovem.
O processo de beatificação e canonização no Vaticano foi aberto em 2015.
Fé e vontade ajudar
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Criado em Copacabana, em uma família de classe média, pai médico e mãe dona de casa, ele foi o irmão do meio, entre Angela e Maurício.
Estudou no tradicional colégio católico Sagrado Coração de Maria, também em Copacabana.
Um de seus melhores amigos, o comerciante Samir Jure Aros, é dessa época. Após uma confusão na escola, se tornaram inseparáveis e passaram a frequentar o grupo de oração da Comunidade Bom Pastor, e a surfar juntos.
Em 1998, Guido se formou em medicina e decidiu fundar um novo grupo de oração, o Fogo do Espírito Santo, na Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, com o apoio de padre Jorjão, pároco local e conhecido pelo trabalho com jovens.
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