Registros confirmados pelo Laboratório Sismológico da UFRN chamam atenção durante o mês de agosto; tremores foram identificados em Pernambuco, Paraíba e Sergipe, além de uma atividade sísmica próxima ao litoral do Ceará.
A terra voltou a tremer em diferentes pontos do Nordeste brasileiro durante o mês de agosto. Registros feitos pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o LabSis/UFRN, mostram uma sequência de pequenos abalos sísmicos em diferentes áreas da região.
Um dos registros mais recentes aconteceu nesta sexta-feira, 21 de agosto, no município de Pacatuba, no interior de Sergipe. Segundo informações confirmadas pelo LabSis/UFRN, o tremor apresentou magnitude inferior a 1,5. Apesar da baixa intensidade, moradores de povoados dos municípios de Japaratuba e Japoatã relataram ter percebido o abalo. Não houve registro de feridos ou danos materiais.
Na Paraíba, outro tremor havia sido registrado poucos dias antes. Na madrugada da terça-feira, 18 de agosto, os equipamentos detectaram um abalo na região de Belém do Brejo do Cruz, no Sertão paraibano. O fenômeno ocorreu por volta das 0h55 e apresentou magnitude preliminar de 1,4 mR. Nesse caso, não houve relatos de que o tremor tenha sido percebido pela população.
Pouco antes do registro paraibano, uma atividade sísmica também foi detectada na Margem Equatorial Brasileira, em uma área próxima ao litoral do Ceará. Considerando o horário de Brasília, o evento ocorreu por volta das 22h58 do dia 17 de agosto e teve magnitude preliminar de 2,2 mR. O próprio LabSis publicou o registro da atividade sísmica na área marítima próxima ao Ceará.
Pernambuco também aparece entre os locais com tremores naturais registrados neste mês. No dia 6 de agosto, dois abalos foram detectados na região de Cupira, no Agreste pernambucano. Os tremores ocorreram com apenas sete minutos de diferença, às 5h11 e 5h18, e ambos apresentaram magnitude preliminar de 1,9 mR. Não houve relatos de que tenham sido sentidos pelos moradores.
O boletim de agosto do LabSis também registra, no dia 9 de agosto, um evento sísmico de magnitude 2,0 na região de Ibimirim, em Pernambuco. Já no dia 17 de agosto, o próprio portal do laboratório voltou a publicar um registro identificado como tremor no estado de Pernambuco.
Monitoramento permanente
Os dados mostram que pequenos tremores fazem parte da atividade sísmica registrada no Nordeste e podem ocorrer mesmo sem serem percebidos pela população. O LabSis mantém uma rede de estações para acompanhar a sismicidade em todos os estados da região.
É importante fazer uma diferenciação: nem toda vibração detectada pelas estações sismográficas representa um tremor natural de terra. O próprio Laboratório Sismológico da UFRN também monitora ocorrências provocadas pela atividade humana, incluindo detonações, além de outros fenômenos capazes de produzir sinais nos equipamentos. Por isso, registros posteriormente identificados como detonações não estão sendo considerados nesta relação de tremores naturais.
Até o momento, os abalos destacados apresentam baixas magnitudes e não há registro de vítimas ou de danos estruturais relacionados a eles.
A ocorrência de tremores em vários pontos do Nordeste em um intervalo relativamente curto chama a atenção, mas os registros, isoladamente, não significam que exista uma ligação entre os eventos nem indicam, por si só, a aproximação de um terremoto de maior intensidade.
O Laboratório Sismológico da UFRN segue acompanhando continuamente a atividade sísmica no Nordeste e pode atualizar magnitudes, localizações e classificações à medida que novos dados são analisados.
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