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Um jovem armado invadiu uma escola na cidade de Barreiras, no Oeste da Bahia, e efetuou diversos disparos contra os alunos. O crime aconteceu na manhã desta segunda-feira, 26, na escola municipal Eurides Santana. Informações preliminares apontam que uma cadeirante de 20 anos foi atingida por um dos isparos e morreu. Outro estudante foi ferido, mas detalhes sobre o seu estado de saúde ainda não foram divulgados. O atirador entrou em confronto com os policiais e foi baleado, sendo socorrido pelo Samu. O estado de saúde dele também não foi informado. O atirador era matriculado no colégio, mas não estava frequentando as aulas. Imagens publicadas nas redes sociais mostram estudantes correndo para fora da escola e tentando se abrigar. A causa do crime ainda não foi confirmada pela Polícia Militar da Bahia.
José Ferreira, pai da jovem Geane da Silva Brito, de 19 anos, morta durante o ataque a tiros no Colégio Municipal Eurides Sant'Anna, em Barreiras, no oeste da Bahia, nesta segunda-feira (26), se emocionou ao falar da filha.
Em entrevista ao Bahia Meio Dia, o pai da garota disse que, se pudesse, se atravessava na frente da bala para salvar a filha.
"O sentimento não é de culpado, porque um pai não se sente culpado no momento desse. Se eu tivesse na hora, eu me atravessava na frente da bala para salvar minha filha. Eu peço desculpa a vocês, porque é triste, um pai está na frente de uma situação dessa, é dolorido", disse José Ferreira.
Segundo o pai de Geane Brito, a jovem fazia tratamento em um hospital da Rede Sarah, em Brasília. Ele também detalhou que ela tinha feito quatro procedimentos cirúrgicos em fevereiro deste ano e tinha previsão de fazer mais no início de 2023.
"Uma boa menina, ela é especial, a gente fazia tratamento no Hospital Sarah, em Brasília, e justamente ela chegou tem pouco tempo de lá, onde fez uma revisão. No mês de fevereiro, ela fez quatro operações, no mês de fevereiro ia fazer mais outras e aconteceu um caso desse, triste para um pai de família".
Vídeos gravados por pessoas que estavam na frente da escola mostram o desespero e a correria dos alunos durante o ataque a tiros. Geane da Silva Brito, de 19 anos, era estudante do 9° ano, na instituição. [Veja no vídeo abaixo]
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Segundo o delegado Rivaldo Luz, coordenador de Polícia Civil da região, um jovem de 14 anos invadiu o local com um revólver calibre 38, duas armas brancas e aparentemente uma bomba caseira, e atirou contra os alunos, por volta das 7h. Não há informações sobre a motivação do crime.
O atirador foi baleado por uma pessoa que passava pelo local (não identificada), socorrido e levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Geral do Oeste. De acordo com informações preliminares, o jovem foi atingido em um dos ombros, no abdômen e em uma das pernas.
O Samu informou que quando o atirador foi socorrido, não respondia aos comandos da equipe médica, mas a saturação estava boa. O jovem deu entrada na unidade médica por volta das 8h10 e foi para o centro cirúrgico. Não há detalhes sobre o estado de saúde dele.
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Geane era cadeirante e foi vítima do ataque a tiros em escola na Bahia — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Informações preliminares colhidas no local do crime pela equipe da TV Oeste, emissora da TV Bahia na cidade de Barreiras, apontam que o atirador era matriculado no colégio, mas não frequentava as aulas. Não há informações desde quando ele estava ausente das atividades escolares.
De acordo com o comando da Polícia Militar, o atirador chegou na escola disparando. No momento, os estudantes aguardavam o horário das aulas para entrar nas salas. O porteiro, que não estava armado, correu com os alunos para tentar se proteger.
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Atirador estava com revólver, duas armas brancas e um objeto semelhante a uma bomba caseira — Foto: Divulgação/Polícia Militar
O autor do crime atirou diversas vezes na vítima. Quando acabou as munições da arma de fogo, usou o facão para esfaqueá-la.
A Polícia Civil investiga algumas publicações em redes sociais atribuídas ao adolescente de 14 anos com discurso de ódio. O pai do atirador, que é policial, foi chamado para prestar depoimento na delegacia da cidade. Ele contou que o revólver dele ficava escondido na casa dele. Também contou que acreditava que o filho não sabia em qual local ficava a arma.
O órgão informou que uma equipe do NTE e psicólogos da SEC foram colocados à disposição para prestar atendimento e apoio socioemocional à comunidade escolar e aos familiares da vítima.
"Neste momento de dor, a SEC se solidariza com os familiares, amigos, estudantes, educadores e trabalhadores da instituição de ensino", afirmou a secretaria.