Em 20 dias de buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos desde 4 de janeiro em Bacabal, no Maranhão, a força-tarefa percorreu mais de 200 quilômetros em operações realizadas por terra, por água, sendo elas em áreas de mata fechada e de difícil acesso.
Mais de mil pessoas, entre agentes das forças de segurança estadual e federal, além de voluntários, participaram das ações. Agora, as buscas entram em uma nova etapa, passando a ser conduzidas de forma direcionada e focada na investigação policial.
➡️ A mudança ocorre após as equipes concluírem a varredura completa das áreas inicialmente mapeadas, sem a localização de vestígios ou pistas que indiquem o paradeiro das crianças.
⚠️ Caso surjam novos indícios a partir da investigação, as equipes de campo poderão ser novamente acionadas para retornar às áreas de mata.
A força-tarefa segue concentrada na base instalada no quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, onde as crianças moravam e foram vistas pela última vez. O trabalho conta com atuação integrada da Polícia Civil do Maranhão, do Exército Brasileiro e da Marinha, além do uso de drones no monitoramento da região.
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Buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal — Foto: Reprodução/CBMMA
Inquérito ultrapassa 200 páginas
Desde o início do desaparecimento, as buscas em áreas de mata fechada e no rio Mearim ocorreram de forma paralela às investigações policiais. Uma comissão especial de segurança, composta por dois delegados de São Luís e uma delegada de Bacabal, conduz o inquérito, que já ultrapassa 200 páginas.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) acionou um sistema nacional de segurança, permitindo o acesso a mecanismos e bancos de dados de outros estados para reforçar as buscas.
O secretário destacou ainda que, em casos de desaparecimento, a Polícia Civil segue um protocolo específico por meio do programa Amber Alert, que aciona a plataforma Meta para divulgar informações e fotos dos desaparecidos no Instagram e Facebook, com alcance de até 200 quilômetros da região.
“Infelizmente nós não encontramos as crianças. […] Nós vamos fazer um redirecionamento para os trabalhos, dando enfoque às investigações da Polícia Civil e mantendo grupos especializados em atividades rurais para o rastreamento e até mesmo o Exército Brasileiro”, disse o secretário de segurança do Maranhão, Maurício Martins.
Rio Mearim foi vasculhado
A Marinha do Brasil informou que, desde o domingo (18), foram realizadas buscas ao longo de 19 quilômetros do rio, sendo que cinco quilômetros foram vasculhados de forma minuciosa.
“De forma criteriosa, vasculhamos cinco quilômetros do rio. Os pontos de interesse foram repassados aos mergulhadores do Corpo de Bombeiros para verificar se havia algum vestígio. Dentro dessa extensão, com o equipamento empregado, esgotamos as possibilidades de que as crianças estejam no local”, afirmou o capitão dos Portos, Ademar Augusto Simões Júnior.
Durante as buscas fluviais, foram identificados 11 pontos de interesse, que foram repassados aos mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA). As equipes realizaram buscas subaquáticas, mas nenhum vestígio relacionado ao desaparecimento das crianças foi encontrado.

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